Com a proliferação de diversos espaços alternativos de experimentação tecnológica, os preceitos que guiavam os primeiros hacklabs e hackerspaces, como autonomia e o conhecimento livre, vão aos poucos perdendo força. No lugar dos valores da cultura hacker, prevalece uma cultura maker voltada mais ao empreendedorismo e ao sucesso individual, ajudando a dar nova face, mais moderna e hype, ao capitalismo contemporâneo.

Não é incomum, por exemplo, encontrar lugares que se nomeiam como makerspaces mas que de fato são como escolas de tecnologia, com cursos prontos e fechados que são oferecidos como um pacote ao público interessado, sem espaço para pensamento próprio ou incentivo à autonomia. O pior nesses casos é que a própria ideia de explorar a tecnologia com as próprias mãos em colaboração com outros perde o que ela tem de mais interessante e libertador: poder criar tecnologias livres que apontem para novos horizontes.

Claro que não existe uma linha divisória nítida entre hackerspaces, makerspaces e fablabs em relação ao tipo de coisa que se produz ali ou de sua dinâmica. Na prática, esses espaços podem variar bastante entre si em função de sua localização e do perfil dos participantes.

Mas a questão que fica ao final é: com toda a pressão para transformar a experimentação tecnológica colaborativa em produto, como criar e manter espaços que fortaleçam os valores hacker da colaboração, do fazer em coletivo e das tecnologias livres?

<A imagem que ilustra este post está disponível em: http://stcustom.blogspot.com/2014/08/a-cultura-hackermakerdiy.html>

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