A história de hacklabs e hackerspaces, como os conhecemos hoje, começou ainda na década de 1980 na Europa. Hacklabs tinham perfil mais politizado e eram ligados aos movimentos autonomista, anarquista e situacionista. Hackerspaces eram mais voltados ao ativismo digital e a questões de segurança da informação, liberdade de expressão e privacidade.

O movimento se espalhou depois pelo resto do mundo e tem se expandido e adquirido novas características em resposta às regiões e à população na qual está inserido. Assim, é interessante tentar identificar quais são, ou mesmo se existem, características próprias dos hackerspaces do Sul global.

Será que devido a precariedade que possam encontrar, ao contrário dos espaços similares em regiões mais ricas, acabam desenvolvendo um tipo diferente de produção criativa? Alguns pesquisadores se referem à noção de gambiarra, que é a invenção de artefatos úteis a partir de recurso precário ou improvisado muito comum nas comunidades de baixa renda brasileiras, para falar daquilo que é produzido nesses espaços.

Mas isso é só uma parte da equação. Será que os temas priorizados nesses espaços comunitários do Sul se diferenciam daqueles do Norte? Em outras palavras: é possível pensar numa especificidade dos hackerspaces, laboratórios e espaços comunitários no Sul? De que maneira, em que aspectos? Essas são questões, entre outras, que esta mesa temática buscará abordar.

Foto do projeto Crianças Hacker do Raul Hacker Club

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